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sexta-feira, 2 de março de 2012
Religião, uma forma de controle
Muitos teistas religiosos vêm a se opor aos anarquistas e/ou aos existencialistas por acreditarem que todos nós somos contra qualquer pessoa que acredite em qualquer conceito de Deus. Sem duvida aos que acreditam em um Deus opressor que se relaciona com as pessoas como donos de escravos ou como lider maximo e não como uma amigo proximo ou um ser distante irei combater vêementemente tal ideia. Qualquer Deus que venha a nos impor qualquer regra consequentemente vai contra minha liberdade é meu inimigo. Porem é bem verdade que a crença em um Deus não precisa necessariamente carregar essas caracteristicas como os proprios fudadores de tais pensamentos libertários expressaram.
Porem é fato que todos os existencialistas ou anarquistas que eram a abertos a crença em Deus eram contra as religiões. Porque? Pois entendam, o siginificado de "Religião" vêm de religar que significa se ligar de novo a Deus. A religião então seria um conjunto de regras, preceitos ou morais que te ligariam de volta a Deus. Assim as igrejas cristãs institucionais de hoje por exemplo pregam que podemos nos religar a Deus com dizimos ou outras sacrificios materiais, a igreja medieval pregava a salvação claramente por meio de obras, algumas vertences do budismo pregam o caminho pra iluminação através de uma purificação interior atravês do isolamento. Enfim a caracteristica da religião é então impor alguma coisa (algum sacrificio, algum caminho que você tenha que percorrer, algo a ser conquistado) para te religar a Deus. Se você não fizer o que foi pré-determiniado pelos fundadores dessa religião sua comunhão com esse Deus é negada. Essa é uma forma de dominação bem sutil, através desse mecanismo se cria toda uma rede de moralismos que dominaram a mente de tais religiosos. É abertamente uma maneira de fazer com que as pessoas façam o que você quer ou sigam a moral que vocês desejam. Mas isso não por um impulsso voluntario ou individual, mas por uma obrigação, uma troca na qual você barganha ou com um Deus tirano que te obriga a fazer as vontades dele ou um Deus capitalista mercantil que impôem valores. E mesmo as religiões descrentes em Deus mas que tanbem impoem obras, morais ou caminhos para se alcanssar uma iluminação ou salvação são igualmente opressoras. O proprio deismo quando reduzido a um moralismo como por exemplo no caso de Tolstoi (não me entendam mal, no campo da politica Tolstoi foi um cara fantastico, mas no sentido filosofico não passava de um moralista) se torna uma forma de dominação. Você passa a fazer as coisas não porque vêm da sua voluntariedade ou pq acha preciso mas pelo conjunto de valores que lhe foram impostos a serem seguidos.
Assim vejo problema na Religião sim que deve ser combatida, por mais que seu Deus seja humanista ou biocentrico. Se ele te impoem qualquer condição pra se ligar a ele não é um Deus libertário que te respeite como individuo. Assim faço apelo aos teistas que antes de julgar a nós anticlericais simplesmente como um repudiadores gratuitos de suas crenças, examinem vocês mesmos suas consciências para verem se o seu Deus é mesmo tão libertador como pregam. Se como o Deus que os primeiros socialistas e anarquistas acreiditavam não impoem nenhuma condição para se salvar e se aproximar dele e igualmente respeita aqueles que o rejeitam não os obrigando a se religar com ele tanbem não há motivo algum para expressar isso como uma religião, do contrario acredito infelizmente que você é mais um gado util a ser manipulado pelos interresses de terceiros.
Snow Pantra Queer
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O problema do Moralismo
O anarquismo é a entre outras coisas a defesa da liberdade em contraste com a opressão do Estado. Acredito que como libertários a luta pelo desligamento em relação ao estado é essencial, mas mantenho a crença de que não é somente o estado que destroi minha liberdade. A sociedade de forma geral tem um poder coercitivo tremendo de criar varias morais escravizantes. No nosso objetivo por libertação acamos por nós mesmos em combate a moral estabelecida acabando por criarmos nós mesmos um moralismo que nos guie. Vou usar um exemplo comparativo aqui com dois autores aos quais já citei em outros textos.
Kierkgaard e Tolstoi
Ambos se basearam nas experiencias cristsianismo primitivo para negar o estado, ambos foram contra a moral vigente e ambos então negaram qualquer forma de poder e imposição por força, ainda assim são considerados filosofos com linhas bem diferentes e inspirado comumente grupos totalmente diferentes.
Tolstoi em negação ao estado, as autoridades e as hierarquias propoem a criação de uma moral deista na qual todo aquele que fugisse a sua proposta estava em erro. Assim ele acaba por resumir a luta pela liberdade num moralismo ferrenho, fazendo sermões aos quais ele mesmo em sua condição humana não conseguia seguir. Ao acompanhar suas obras politico-filosoficas é possivel ver em Tolstoi uma luta por uma possivel santificação do homen atravês das obras, uma santificação através das obras que levariam a criação de um ser humano mais libertário, amoroso e irmão. Alem de não conseguir cumprir tal objetivo a si mesmo como ele mesmo diagnosticou em varios relatos de certa forma ele mesmo acabou se predendo a essa mortal trocando sua propria liberdade por um conjunto de preceitos. O proprio estudo da praxeologia (estudo da ação humana) vêm de certa maneira a demonstrar a impossibilidadde humana de se seguir regras quando se impostas como um fardo.
Por outro lado observando a obra de Kierkgaard vemos na luta pela liberdade a luta tanbem por libertação da propria moral. Kierkgaard entendia que embora existe em sua opinião atitudes certas e erradas (ou coisas escravizantes e libertadoras), a impossibilidade de traduzir isso tudo numa moral. Ao contrario que o proprio moralismo em si fazia parte dessas atitudes escravizantes. Assim Kierkgaard vêm a propor como caminho para se obter a libertação a negação de qualquer moralismo e sendo o estado, a religião institucionalizada e a propria sociedade principais propagadoras desse moralismo, o desligamento de qualquer forma de institucionalide ou o combate a qualquer forma de institucionalidade e do sistema que representa essa institucionalidade. Colocando a luta contra o moralismo como um dos principais meios para se alcansar a liberdade, Kierkgaard conseguiu se libertar até apegos que a moral tolstoiana combatia mas o propio Tolstoi não conseguiu alcanssar. Enquanto não aceitarmos a nossa propria imperfeição humana que nos torna incapazes de seguir muitas vezes muitos dos nosso proprios principios e priorizarmos criar uma moral julgadora estaremos eternamente presos a algum sistema, mesmo que não explicitamaente institucional.
Não foi meu objetivo aqui dizer que Kierkgaard é melhor que Tolstoi ou que aqueles que reconhecem que a luta contra o moralismo são melhores que aqueles que não reconhecem, mas sinalizar um ponto que acredito fundamental quando objetivamos a verdadeira liberdade e até complementar isso aqueles que não refletiram sobre tal ponto de vista.
Snow Pantra Queer
Kierkgaard e Tolstoi
Ambos se basearam nas experiencias cristsianismo primitivo para negar o estado, ambos foram contra a moral vigente e ambos então negaram qualquer forma de poder e imposição por força, ainda assim são considerados filosofos com linhas bem diferentes e inspirado comumente grupos totalmente diferentes.
Tolstoi em negação ao estado, as autoridades e as hierarquias propoem a criação de uma moral deista na qual todo aquele que fugisse a sua proposta estava em erro. Assim ele acaba por resumir a luta pela liberdade num moralismo ferrenho, fazendo sermões aos quais ele mesmo em sua condição humana não conseguia seguir. Ao acompanhar suas obras politico-filosoficas é possivel ver em Tolstoi uma luta por uma possivel santificação do homen atravês das obras, uma santificação através das obras que levariam a criação de um ser humano mais libertário, amoroso e irmão. Alem de não conseguir cumprir tal objetivo a si mesmo como ele mesmo diagnosticou em varios relatos de certa forma ele mesmo acabou se predendo a essa mortal trocando sua propria liberdade por um conjunto de preceitos. O proprio estudo da praxeologia (estudo da ação humana) vêm de certa maneira a demonstrar a impossibilidadde humana de se seguir regras quando se impostas como um fardo.
Por outro lado observando a obra de Kierkgaard vemos na luta pela liberdade a luta tanbem por libertação da propria moral. Kierkgaard entendia que embora existe em sua opinião atitudes certas e erradas (ou coisas escravizantes e libertadoras), a impossibilidade de traduzir isso tudo numa moral. Ao contrario que o proprio moralismo em si fazia parte dessas atitudes escravizantes. Assim Kierkgaard vêm a propor como caminho para se obter a libertação a negação de qualquer moralismo e sendo o estado, a religião institucionalizada e a propria sociedade principais propagadoras desse moralismo, o desligamento de qualquer forma de institucionalide ou o combate a qualquer forma de institucionalidade e do sistema que representa essa institucionalidade. Colocando a luta contra o moralismo como um dos principais meios para se alcansar a liberdade, Kierkgaard conseguiu se libertar até apegos que a moral tolstoiana combatia mas o propio Tolstoi não conseguiu alcanssar. Enquanto não aceitarmos a nossa propria imperfeição humana que nos torna incapazes de seguir muitas vezes muitos dos nosso proprios principios e priorizarmos criar uma moral julgadora estaremos eternamente presos a algum sistema, mesmo que não explicitamaente institucional.
Não foi meu objetivo aqui dizer que Kierkgaard é melhor que Tolstoi ou que aqueles que reconhecem que a luta contra o moralismo são melhores que aqueles que não reconhecem, mas sinalizar um ponto que acredito fundamental quando objetivamos a verdadeira liberdade e até complementar isso aqueles que não refletiram sobre tal ponto de vista.
Snow Pantra Queer
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Aquele que objetivam paz deveriam ser anarquistas
O texto não vêm a propor que todos aqueles que são anarquistas necessariamente objetivam a paz. Em todo caso existem muitas pessoas que usam de métodos pacíficos para militar por fins que não levam a paz. E que muitos que desejam a paz acabam por se tornar anarquistas mesmo sem saber.
Vou exemplificar, Godwin considerado o criador da teoria politica anarquista alem de propor métodos pacíficos para seus fins, e no seus fins entre outras coisas estava o termino de guerras e conflitos. É impossível alcançar tais fins numa sociedade estatal. Explico, um breve estudo da praxeologia (estudo da ação humana) nos mostra que é impossível ao estado ou as leis conseguirem sucessos em suas proibições de regulamentação da vontade alheia, por exemplo a proibição de drogas por exemplo sempre vêm a causar um mercado negro muito pior cruel e monopolista. Igualmente o estado só sobrevive por meio de agressão, o que sustenta o estado são os impostos, visto que os impostos como o próprio nome diz é uma regra imposta pra roubar o povo, o estado depende de um constante conflito que ele mesmo cria entre aqueles que se recusam a sustenta-lo e aqueles dependemdem do aparato estatal.
Sendo assim figuras como Gandhi embora usem métodos pacíficos para seus fins, suas aspirações nacionalistas vieram a provocar o apoio de forças que caminham em direções a guerras ou conflitos. A exemplo Gandhi foi morto por um rebelde de um grupo do qual ele já via entregado um membro a policia. Policia essa que com sua opressão a mando do estado contribuíam para aumentar conflitos e até criar novos. Gandhi em sua cegueira estatal chegou ate a elogiar Mussolini como um grande homem e dizer que Hitler não era um homem assim tão mal.
Por sua vez Tolstoi por exemplo, embora não se dissesse um anarquista e relutantemente recusasse o rotulo, por desejar a paz pode perceber que o estado era um dos maiores criadores de guerras e conflitos, em suas obras politicas e ficcionais, em seus tratados morais sempre via no governo e no estado um expoente gerador de guerras e conflitos assim sendo considerado hoje um anarquista pelos estudiosos de sua obra.
Assim termino com a conclusão de que aqueles que desejam realmente a paz, militam por ela e desejam o fim das guerras e dos conflitos devem aliar a sua luta a luta contra o estado ou estarão em eterno paradoxo e contradição.
Snow Pantra Queer
Por sua vez Tolstoi por exemplo, embora não se dissesse um anarquista e relutantemente recusasse o rotulo, por desejar a paz pode perceber que o estado era um dos maiores criadores de guerras e conflitos, em suas obras politicas e ficcionais, em seus tratados morais sempre via no governo e no estado um expoente gerador de guerras e conflitos assim sendo considerado hoje um anarquista pelos estudiosos de sua obra.
Assim termino com a conclusão de que aqueles que desejam realmente a paz, militam por ela e desejam o fim das guerras e dos conflitos devem aliar a sua luta a luta contra o estado ou estarão em eterno paradoxo e contradição.
Snow Pantra Queer
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